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Dados públicos · IBGE · Porto Alegre/RS

Divórcios em Porto Alegre: os números de 2024

Porto Alegre registrou 1.492 divórcios e 4.687 casamentos em 2024, o que dá 32 divórcios para cada 100 casamentos. Apurado direto na base do IBGE.

Município de Porto Alegre, registros de 2024
Indicador2024
Casamentos4.687
Divórcios1.492
Divórcios por 100 casamentos32

O que 32 para cada 100 diz sobre Porto Alegre

É uma proporção baixa para o padrão da rede, onde Porto Alegre ocupa o 11º lugar entre 13. Proporção baixa nem sempre significa casamento mais duradouro: em município que divide região metropolitana com vizinhos, parte dos registros acontece na comarca ao lado.

Na vizinhança imediata da tabela, Joinville aparece logo acima, com 41 por 100, e Vitória vem logo abaixo, com 19. A diferença de Porto Alegre para as duas é de 9 e 13 pontos.

Seis anos de registro em Porto Alegre

Divórcios concedidos por ano
AnoDivórcios
2019 — maior da série 1.639
2020 — menor da série 1.262
2021 1.528
2022 1.608
2023 1.505
2024 1.492

O menor número da série é de 2020, e a explicação não é conjugal: cartórios e fóruns funcionaram de forma restrita na pandemia, e processos escorregaram para os anos seguintes.

De 2019 para 2024, Porto Alegre teve variação de -9%, em queda moderada. No último ano, de 2023 para 2024, o movimento foi de -1%.

O que estes números não dizem

Divórcio não é sinônimo de traição. Nenhum cartório registra o motivo da separação, e desde 2010 o divórcio não exige apontar culpado. Não existe estatística oficial de infidelidade no Brasil.

O que os registros mostram é quando os casamentos terminam. Em Rio Grande do Sul, 25,8% dos divórcios de 2024 aconteceram até o quinto ano — e o pico é o quinto ano, não o primeiro. Analisamos essa curva em detalhe aqui.

Vale lembrar que o recorte acima é do município. Quem mora em Canoas, Gravataí, Viamão e região registra na comarca correspondente, e esses números entram em outra linha da estatística — ainda que, na prática, o atendimento em Região Metropolitana de Porto Alegre seja o mesmo.

Se você está com uma suspeita em Porto Alegre

O dado do quinto ano mostra que as pessoas convivem anos com o problema antes de agir, e esse intervalo cobra um preço técnico: vestígio digital tem prazo de validade. Cada foto tirada, aplicativo instalado ou atualização sobrescreve espaço na memória, e o que é sobrescrito não volta.

Se o caso pode virar processo, preserve antes de decidir: não use o aparelho, não instale nada, não restaure de fábrica. A decisão de seguir pode esperar; o vestígio não.

Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil, tabelas 1695 e 4412, dados de 2024, consultadas em 6 de setembro de 2026 pela API do SIDRA.

Fale com quem vai cuidar do caso

A primeira conversa é sigilosa e sem compromisso. Você explica a situação e recebe uma resposta honesta sobre o que dá e o que não dá para fazer.